janeiro, 26

Nasceu nosso João

Eita lasquera, sou pai de novo! Em um final de noite de trabalho, convido a Naty para ir jantar comigo e ela chega cintilante como sempre, com um sorriso largo ao me ver e seu estilo inconfundível. Ela é LINDA!

Sentamos à mesa, conversa vai e vem, e de repente ela me dá uma caixa. Ué, não é meu aniversário, nem dia pra comemorar nada. Não… até eu abrir a caixa e me deparar com um par de All Stars vermelhinhos. Estamos grávidos!

Estávamos abertos para a vida e sempre falávamos sobre ter um filho para ser irmão do Théo e nos mostrar, por outra ótica, a forma de ser pai e mãe. Não que ser pai do Théo seja ruim, pelo contrário, é o melhor de mim. Mas ter outro carinha ou uma menininha pra dar ainda mais longevidade à nossa história seria lindo.

E por longos meses passamos uma gestação tranquila, sem muitas surpresas. Afinal, ser pai de um segundo filho é menos desafiador no que tange medos e inseguranças na gravidez, pois você já entende muita coisa. Óbvio que há casos e casos.

Mas nessa gravidez foi tudo diferente. A Naty teve um acompanhamento lindo com uma especialista que dispensa qualquer apresentação, Dra. Adriana de Góes. Que honra e privilégio. Lá tivemos a confirmação de que a Naty estava bem demais e, de quebra, um pinto apareceu serelepe entre as pernas do JP, nosso João Pedro. Nome que foi dado em memória dos meus dois discípulos preferidos de Jesus.

Dia 11/07/24, ao entardecer, em uma sala de cirurgia linda, com a playlist escolhida pela Nat, mais de seis pessoas reunidas para realizar o que seria o primeiro fôlego de vida do nosso príncipe. A doutora, sorrindo alto como sempre, gargalhou dizendo: “Eita, que grandão”. E nosso pequeno gritou, como sempre faz antes de chorar. Bem-vindo, meu filho.

Tivemos tempo de sobra pra tudo o que não tivemos no nascimento do Théo. Dessa vez pudemos demorar pra amar, pudemos nos cheirar, chorar e até vídeo conseguimos gravar pra registrar essas memórias.

Ter outro filho agora, quase aos 40, me deu uma sensação diferente da que vivi quando tive o Théo. Além do cansaço maior e da privação de sono maior, afinal o João não era suave como o Théo e nunca foi, percebi que eu amo ser pai. Dos dois.

Ser pai me alimenta, me transborda, me aumenta, me define.

Ele é sorridente e feliz como a Nat, e o Théo rabugento como eu. Afinal, precisamos equilibrar o ambiente, né? rs

O João é ativo, brigão, espalhafatoso, presta atenção em tudo, quer atenção o tempo inteiro e não para de tentar falar. A casa com ele é GIGANTE, e sem ele é uma sala vazia.

A dúvida que paira sobre nossas mentes ainda é se ele também é autista. Essa insegurança sempre será um fator predominante pra quem escolhe gerar uma vida. Mas dessa vez já entendemos que ele é muito maior do que o autismo, caso venha o diagnóstico, assim como aprendemos com o Théo.

Seja como Deus quiser.
Seja bênção, filho.
Amamos você.

Nasceu nosso João

1/30/20262 min read